quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amigos e família são decisivos para Fábio Santos priorizar o Grêmio



Lateral-esquerdo será proprietário integral dos seus direitos econômicos

Impressiona a tranquilidade de Fábio Santos. Contestação, vaias e uma perseguição que considera quase pessoal não abalam nem desconsertam o pai de família que encontrou em Porto Alegre e no Estádio Olímpico a qualidade de vida necessária para convencê-lo a ficar no Grêmio.

Qualquer reação mais enfática às manifestações de alguns tricolores seria até mesmo natural. Mas Fábio Santos trata um assunto delicado com ponderação. Não altera o tom de voz, não muda de expressão. Domina as críticas com o mesmo gesto aplicado à bola quando recebe lançamentos ou inversões pelo alto: mata no peito.

Há dois anos em Porto Alegre, onde mora com a esposa e a filha de dois anos e sete meses, o lateral-esquerdo titular do Grêmio pretende ficar. Ao final da temporada será proprietário da integralidade de seus direitos econômicos - hoje, 70% a ele pertencem, e os outros 30% são do tricolor. Somente uma proposta egressa do Exterior é capaz de dissuadi-lo.

- Minha vontade é ficar no Grêmio. Se for para ficar no Brasil, quero ficar no Grêmio. Todos me tratam bem aqui, a família está adaptada a Porto Alegre.

Amigos e família. Personagens imprescindíveis para o bem-estar de Fábio Santos no Grêmio e na capital gaúcha. Em janeiro de 2009, quando chegou, encontrou velhos companheiros. Alguns já partiram do Olímpico, como Alex Mineiro e Rodrigo. Outros parceiros ficaram ou se integraram, principalmente Souza, Jonas, Douglas, Gabriel e Edílson.

Este ambiente isola as críticas, ensurdece as vaias, e acolhe não apenas Fábio Santos. Segundo ele, trabalhar no Grêmio provoca saudades em quem deixa o clube:

- Cheguei aqui e já tinha bastante gente com quem eu tinha jogado. Minha esposa encontrou amigas, esposas de outros jogadores. Quem sai do Grêmio sente muita falta porque o ambiente aqui é muito bom. Quando não se está no vestiário a gente marca encontros na casa uns dos outros.

Com a transição política em andamento no departamento de futebol, Fábio Santos aguarda o contato dos dirigentes que assumem em dezembro para saber se integra os planos do presidente Paulo Odone. Por enquanto, nenhum contato foi realizado.

- Eu estou focado no Brasileirão, por isso deixo esse assunto com meu empresário. Mas por enquanto não houve contato.